Sofre de frio o sol de julho
como eu
que sofro do frio das mágoas
impedidas pelas falsas maçãs coradas
de um rosto de mentira
Reluzente
Sorridente
Fingidor
Busco um casaco quente
que cubra tristezas, faltas
ombros arriados
Um pano feito de lã de abraço
que se enrosque na alma, na vida
ou cubra de calor minha descrença
meu tédio
minhas veias geladas
enquanto eu espero
estapeando o leito esvaziado.


Lindo!!! beijocas
ResponderExcluirei!!! não sou xxx, sou Olivia (rsssssss)
ResponderExcluirCinthia, entre as belas imagens, achei duas especialmente cativantes: "um pano feito de lã de abraço" e "estapeando o leito esvaziado", que conclui muito bem o poema. Também sofro de frio, mas seu poema me agasalhou, como todo texto seu. Bj, Luci
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